Alice Goulart Estevão
Tubarão
Em 1974, Tubarão ficou debaixo da água. Somente a força de soldados, bombeiros e moradores pôde recuperar o que foi perdido. Em homenagem a estes heróis, o município realizou a entrega de medalhas de honra ao mérito, ontem às 19 horas, no 8º Batalhão de Bombeiros Militar da Cidade Azul.
No último dia 25, os soldados que atuaram na enchente foram condecorados. Ontem, foi a vez de oito bombeiros. De acordo com o comandante do batalhão, major Marcos Aurélio Barcelos, durante muito tempo os profissionais que atuaram na enchente foram anônimos.
“Ser reconhecido por uma ação ocorrida há mais de 42 anos faz com que nos sentimos importante diante do cenário onde a tecnologia e o mundo muda, mas as ações das pessoas acabam sendo lembradas”, afirma Barcelos.
O primeiro comandante de Tubarão, em 1974, tenente-coronel Francisco de Assis Vitovski, narrou durante a solenidade os fatos que mais marcaram a enchente. “Se tivéssemos todos os equipamentos e tecnologia disponíveis hoje, talvez na época houvesse mais facilidade de trabalho e de realizar um resgate com segurança. A gente começa a valorar o quão difícil foi o serviço prestado por aqueles bombeiros”, admite.
Por último, houve a formatura do curso básico de atendimento de emergência, que foi aberto à comunidade. Durante 56 horas-aula, os participantes tiveram a oportunidade de adquirir conhecimento na área de primeiros socorros, prevenção de incêndio e noções básicas de defesa civil. Esse é o primeiro estágio para a formação de bombeiros voluntários. O prefeito da Cidade Azul, Olavio Falchetti, e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, coronel Onir Mocellin, também estiveram presentes.
A entrega de duas viaturas
Além da homenagem, também houve o reconhecimento de quatro bombeiros militares que passaram para a reserva remunerada na área do 8º batalhão. Duas viaturas leves para vistoria foram entregues, no valor de R$ 71 mil. Os veículos foram adquiridos pelo Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom), um convênio municipal decorrente das taxas de serviços prestados pela corporação e que são investidos na comunidade.

